Pular para o conteúdo principal

5 livros mais amados da minha estante


Primeiramente, aviso aos navegantes: Nem todos são os livros favoritos de minha vida, pois muitos dos livros que mais amei ler foram emprestados e nunca retornaram ao lar ou eu peguei emprestados com amigos e em bibliotecas e minha pãodurice não me deixou adquiri-los.
Portanto, esses são os cinco livros que mais amo na minha estante/microbiblioteca/caixotes pela casa.

Cem anos de solidão- Gabriel García Márquez
Difícil classificar essa obra. Um livro para ser degustado com calma, apreciando cada página e deixando a imaginação de levar para a delirante Macondo, cidade fictícia onde se passa a história. A cada capítulo vamos nos apaixonando mais pelos José Arcadios, Aurelianos, Úrsulas, Rebecas e outros membros dessa família assombrada pela solidão. Com muito humor, romantismo, aventuras e borboletas amarelas, esse livro marcou minha vida.
Do mesmo escritor também indico Amor nos tempos do cólera e do amor e outros demônios.

A vida como ela é- Nelson Rodrigues
Essa coletânea de crônicas me traz lembranças da infância, quando eu me esgueirava para assistir a série homônima. Assuntos como traição, sexo, loucura, amor e vingança são abordados com ironia e humor afiado. Costumo levar esse livro comigo quando saio de ônibus ou sei que terei de esperar muito numa fila. Como são textos não muito longos, dá perfeitamente para ler sem correr o risco do ponto chegar bem no meio da história.

Harry Potter (todos) – J.K. Rowling
Sem condições de escolher apenas um livro, por isso dei uma roubadinha. Marcou minha adolescência, era um doce martírio ficar esperando pelo lançamento de cada livro e caçar traduções feitas por fãs. O mundo mágico criado me ajudou a aprender a sonhar.
Da escritora também indico Morte Súbita, totalmente diferente e que conta com um dos finais mais tensos que já li em toda minha vida!


Balança, Trombeta e Battleship –Mario de Andrade
O título já chama atenção! Trata-se de um conto sobre descobertas e aventuras de um rapaz inglês (Battleship) e duas garotas brasileiras (Balança e Trombeta) que vivem de furtos e mendicância. O primeiro encontro entre eles é esquisito e cheio de desconfianças, mas uma certa afeição vai se desenvolvendo, assim como o desejo. Uma leitura deliciosa e fresca, também é boa para passar o tempo no ônibus. Essa edição ainda tem um bônus maravilhoso: Traz imagens, fotos e manuscritos, além de contar sobre o processo de criação da história.
Mais fotos porque esse livro é lindo demais!

Eu AMO essa foto. Balança e Trombeta que inspiraram Mário.
Pastores da Noite-Jorge Amado
Muita gente não gosta das obras do Jorge Amado, pois elas são cheias de estereótipos e machismo. De fato, só fui perceber essas nuances há pouco tempo, mas não consigo odiar seus livros! Talvez o segredo seja ler e refletir, percebendo que trata-se da mentalidade da época. Nesse livro temos histórias distintas, mas com os mesos personagens principais, um grupo de amigos vadios e espertalhões. Gosto especialmente da última história (Amigos do povo) pois é uma crítica muito bem feita à hipocrisia e falcatruas presentes nos meios de comunicação e política. Os que se dizem amigos do povo apenas querem alguma vantagem. A temática poderia deixar o conto maçante, mas a escrita ágil e humor deixam a leitura gostosa.
Do mesmo autor indico Capitães de Areia.



Comentários

  1. Gostei da sua seleção! Vou dizer, respeito muito quem ao fazer uma seleção vai por títulos substanciais, não fica apenas em best sellers rasinhos e leves, daqueles que se leem de uma sentada em uma tarde de verão.
    (Nada contra estes títulos, mas acho que são igual modinhas, estouram e passam logo. Uma seleção de verdade tem esses outros, títulos favoritos, que vencem o tempo, que se tornam favoritos de gerações. Por isso, parabéns!).
    Particularmente, não sou muito fã de Jorge Amado. Li um par de livros no passado, Ilhéus acho que era o título de um deles (se passava em Ilhéus, mas não lembro se o título era mesmo esse). Não curto muito o estilo e a temática, então seus livros não me chegam, não me tocam.
    O de Mario de Andrade, fiquei bem curiosa para ler! Você comentou sobre a edição que tem imagens e manuscritos, mas não nos mostrou que edição é essa para procurarmos mais especificamente. Acho que ficaria ainda melhor se colocasses foto da capa!
    Gostei muito da ideia do post. Quem sabe eu não me inspiro também a falar dos 5 livros mais amados da minha estante!
    Um abraço!

    ResponderExcluir
  2. Olá. Fiquei com vontade de ler Balança, Trombeta e Battleship –Mario de Andrade.

    ResponderExcluir
  3. Adorei sua lista! eu adoro "a vida como ela é" :D http://karoltomaz.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Olá! Vim agradecer sua visita em Letras que se Movem e olha, " Cem Anos de Solidão" é um dos livros que mais me impressionou. Agora terminei de ler "Viva o Povo Brasileiro" de João Ubaldo Ribeiro e também fiquei muito impressionada. Amo leitura!
    Um beijo!

    ResponderExcluir
  5. Cem Anos De Solidão...como não amar?
    Bjs.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Já falei demais!Deixe seu recado:

Postagens mais visitadas deste blog

O Nome da Rosa - Umberto Eco

  Li novamente essa obra, que é minha história de suspense preferida. Mas a série de mortes ocorridas em uma abadia na Itália medieval é apenas um dos elementos das múltiplas camadas desse livro. Demorei meses para percorrer o labirinto de suas páginas, tão fascinantes e misteriosas quanto a fantástica biblioteca da abadia, talvez um dos personagens mais importantes da história. Essa edição que me presenteei é linda, possui tradução dos trechos em latim e um envolvente texto escrito pelo autor, onde ele relata o processo de criação do livro, unindo humor e informação, afinal “ admittenda tibi Joca sunt post seria quaedam “

Para o menino que brinca

Todos os dias passava pelos seus companheiros Mas não enxergava crianças, apenas perigo Medo e preconceito eram meus parceiros Passar por vocês para mim era um castigo Hoje seria só mais um dia, nada especial Acordar, tomar um banho, beber um café forte Enfrentar o diário engarrafamento infernal Mas você surgiu e mudou minha sorte Fazia frio e caía uma melancólica garoa Você e um cão vira-lata brincavam Como se a vida fosse suave e boa Para serem felizes vocês se bastavam Embaixo de uma marquise decadente Crianças e jovens com frio, encolhidas O horror então apoderou minha mente Ao pensar na inocência e esperança perdidas Menino que brinca, fique sabendo Você é flor em meio a tanto terror Suas pétalas levadas pelo vento Encheram a praça de amor

Mesma cidade, novos caminhos

Apesar dos engarrafamentos, violência, custo de vida, transporte púbico péssimo, ainda amo minha bela cidade do Salvador. Criatura caseira que sou, não saio muito, e tem muitos lugares que não conheço, mesmo vivendo há 25 anos aqui! Dia 23 de dezembro passeei pelo centro e aproveitei para tirar algumas fotos. E no meio do caos pré natalino, encontrei um oásis de paz e beleza: O Passeio Público, um espaço com árvores, esculturas, parquinho e um teatro(o famoso Vila Velha). Já havia passado pelo seu portal dezenas de vezes, mas só havia entrado numa noite, correndo com medo do ambiente com cara de filme de terror(na época era bem tenebroso de noite) para pegar um ingresso de uma peça que nem pude ir =/ Foi bom aproveitar melhor o espaço nessa tarde.  Lindo pôr-do-sol Me imaginei morando perto, indo ler nesses banquinhos todo dia Também fotografei locais mais óbvios, mas não menos belos. Crianças correndo são sempre fotogênicas ^^ Gostei muito dessa...