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Mostrando postagens com o rótulo escritora

Leituras da Bru: Fangirl (Rainbow Rowell)

Quando uma amiga(e leitora voraz) me emprestou este livro não esperei muito dele. Já tinha lido algumas resenhas que não atraíram minha atenção, mas confesso que o livro foi uma agradável surpresa!  Fangirl tem uma linguagem leve, bom ritmo, capítulos não muito longos e diverte bem. Nele conhecemos Cath e Wren, irmãs gêmeas univitelinas, que iniciam suas vidas universitárias. Como você deve imaginar, apesar da aparência, elas são muito diferentes: Cath é muito tímida e tem sérios problemas de socialização e autoestima. Já Wren aparenta ser muito segura, independente e um tanto controladora. Por decisão desta elas vão morar em dormitórios distintos no Campus, e então Cath precisa desenvolver suas próprias estratégias para vencer suas barreiras.  E qual a razão do título? Cath é uma escritora de fanfics sobre uma série angustiantemente semelhante a Harry Potter. Ela é bem popular na internet, mas é relutante ao mostrar esse seu lado no mundo offline. Durante o l...

Para o menino que brinca

Todos os dias passava pelos seus companheiros Mas não enxergava crianças, apenas perigo Medo e preconceito eram meus parceiros Passar por vocês para mim era um castigo Hoje seria só mais um dia, nada especial Acordar, tomar um banho, beber um café forte Enfrentar o diário engarrafamento infernal Mas você surgiu e mudou minha sorte Fazia frio e caía uma melancólica garoa Você e um cão vira-lata brincavam Como se a vida fosse suave e boa Para serem felizes vocês se bastavam Embaixo de uma marquise decadente Crianças e jovens com frio, encolhidas O horror então apoderou minha mente Ao pensar na inocência e esperança perdidas Menino que brinca, fique sabendo Você é flor em meio a tanto terror Suas pétalas levadas pelo vento Encheram a praça de amor

5 livros mais amados da minha estante

Primeiramente, aviso aos navegantes: Nem todos são os livros favoritos de minha vida, pois muitos dos livros que mais amei ler foram emprestados e nunca retornaram ao lar ou eu peguei emprestados com amigos e em bibliotecas e minha pãodurice não me deixou adquiri-los. Portanto, esses são os cinco livros que mais amo na minha estante/microbiblioteca/caixotes pela casa. Cem anos de solidão- Gabriel García Márquez Difícil classificar essa obra. Um livro para ser degustado com calma, apreciando cada página e deixando a imaginação de levar para a delirante Macondo, cidade fictícia onde se passa a história. A cada capítulo vamos nos apaixonando mais pelos José Arcadios, Aurelianos, Úrsulas, Rebecas e outros membros dessa família assombrada pela solidão. Com muito humor, romantismo, aventuras e borboletas amarelas, esse livro marcou minha vida. Do mesmo escritor também indico Amor nos tempos do cólera e do amor e outros demônios. A vida como ela é- Nelson Rodrigues Essa...

Ressurreição

Pandora colocou seu melhor vestido preto. Enquanto se arrumava para ir ao enterro dava rápidos olhares no corpo estendido na cama ao seu lado. Queria estar deslumbrante, pois seria um momento especial. Quando ficou pronta, e linda, tomou coragem e chegou mais perto da morta que jazia tranquilamente. Olhou com certa melancolia e já com saudade aquele rosto que conhecia tão bem, pois o via todos os dias ao se olhar no espelho. No enterro estava repleto das mais diversas e estranhas figuras. Ali estavam os falsos amigos chorando com odiosa hipocrisia, monstros muito altos e musculosos, que eram os medos de Pandora, homens sensuais e mentirosos indignados por terem perdido a mulher que aplacava a insegurança deles. Pandora derramou uma única lágrima e diante de sua lápide jurou que seria a última. Amanheceu. Pandora acorda e olha pela primeira vez o mundo. Tudo é novo, belo, mas também um tanto assustador. O corpo e rosto são os mesmos, mas sua mente é como um recém nascido...

Para quem escrevemos?

Toda vez que alguém pergunta, geralmente em grupos e fóruns da internet, o motivo pelo qual ter um blog é benéfico, tenho a resposta na ponta dos dedos: É um espaço de libertação. Parecia-me uma boa explicação, além de causar certo efeito dramático bem ao meu gosto. Mas será mesmo que escrever sempre nos liberta?  Quando fiz meu primeiro blog, há uns 11 anos, a blogosfera era um espaço quase ingênuo, no qual desabafávamos, contávamos nossas ideias e sonhos em textos longos decorados com glitter e dolls adoravelmente bregas. Os textos não precisavam ter utilidade, apenas existiam. Escrever era leve, como se fosse realmente um diário, só que público. Eu amava os posts longos, de temas diversos, e me inspirava mais em palavras do que em imagens. O tempo passou, fiquei anos longe dos blogs, até que retornei a acompanhá-los quando a moda de "look do dia" estava tomando forma. Daí para os canais de beleza do Youtube foi um pulo, e passei de leitora a visualizadora (oi...

Pássaros - Pc poema everyday

Era um apaixonado por pássaros. Não se tratava de uma admiração, fascínio, mas uma fixação que beirava à insanidade. Passava horas observando esses seres voadores, investia quase todo o salário para tirar as melhores fotografias, sabia as espécies só em ouvir seu canto. Tinha certeza que a roda das encarnações havia quebrado quando sua alma foi endereçada a um corpo humano, pois o destino correto seria em um pássaro. Imaginem então qual a sensação quando nosso amigo acordou e percebeu que não tinha mais braços, e sim asas magníficas! Eu ou você ficaríamos desesperados, imaginando estarmos loucos, mas não ele. Debruçou-se na janela, e sem treino algum, iniciou voo.  Viu um bando no céu e juntou-se a eles. Mas seus amado pássaros não o aceitaram. Mudavam a rota, entoavam horripilantes sons. O homem-pássaro voltou. Percebeu que não bastavam asas para mudar sua natureza. A mudança precisava vir de dentro para fora, e não o contrário. As penas caíram, as asas transformam-se em braç...