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A mente ordena que eu acorde. O corpo se rebela debilmente, ele não quer, não pode despertar. Negligencio os apelos corporais e levanto pouco mais animada que um condenado à caminho da guilhotina. Impelida pela obrigação saio, sem nenhuma vontade de ver alguém ou fazer algo. O dia nasceu cinza para mim.
Ainda no ônibus ouço encantada as anedotas do cobrador e passageiros. O vento bate gelado em meu rosto e finalmente meu corpo está pronto para acordar. Ao chegar na Universidade, não encontro a professora, mas amigas e uma pessoa que não via há muito tempo. Foi rápido, mas me fez sorrir, e isso é muito. Na saída tenho outra surpresa e na hora decidi reencontrar gente do meu trabalho anterior. Conversas, risos, e um dia que se torna ensolarado.
Em casa fortes dores habitaram minha coluna. Deitei e mudei diversas vezes de posição. Uma estranha sensação de peso se apossou do meu corpo. Mas ao acordar de novo, e plenamente, meus músculos, ossos, sentidos e pele só queriam uma coisa: Permanecer vivos no sentido mais verdadeiro da palavra.

Comentários

  1. às vezes a mente não aceita que o corpo precisa de uma folga, uma trégua, um colo.

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  2. Como as pessoas certas podem fazer um dia cinzento se tornar ensolarado.

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