Mais uma entrevista com Cyntia Bandeira Lino

09:52

Me correspondo por cartas com a Cyntia há alguns anos. Fico muito feliz com suas conquistas, dentre elas, a publicação de seu segundo livro. Conhecem um pouca mais sobre essa nova obra, que é vendida aqui.

1)Qual o tema principal do livro?
C.B.L.: Este meu segundo livro aborda sobre problemas que ocorrem na sociedade, mais especialmente, que muito entre os jovens. Um deles é o inconformismo da condição social, ou seja, a pessoa não aceita ter uma vida mais modesta. Outro problema que trato nesta obra é o malefício que aflige a grande maioria da população, mas principalmente os adolescentes e os jovens entre 18 e 27 anos de idade: O ALCOOLISMO.
2)As personagens foram inspiradas em alguém?
C.B.L.: Sim. As personagens de “A luta pela libertação” foram inspiradas em pessoas que conheci nos anos 80, principalmente em antigas colegas de escola minhas e das minhas irmãs mais velhas. Também me inspirei em membros da minha família, que já faleceram e em pessoas que iam dar palestras na escola, quando eu estava no Ensino Fundamental II e no Ensino médio(antigamente Ginásio e Colegial).
3)Considerou escrever este livro mais fácil ou difícil que o primeiro?
C.B.L.: Bem, digamos que ambas as obras foram dois grandes desafios. Este livro eu achei um pouco mais difícil que o outro, pois trata-se de problemas dos adolescentes. O universo dos jovens,parece que não, mas é muito mais complexo do que se pode supor. Eles estão numa fase demasiadamente delicada, pois tem muitos anseios e o processo de auto-aceitação é muito doloroso, é um caminho muito longo e complexo a ser percorrido. Muitas vezes,quando um jovem não consegue alcançar seus objetivos em curto tempo,ele fica frustrado e acaba entrando em caminhos muito perigosos, que podem trazer graves conseqüências.

4)Quais as semelhanças e diferenças entre esta obra e o "Desabafos de Mulher"?
C.B.L.: As grandes semelhanças entre “Desabafos de Mulher” e “A luta pela libertação” são que ambas as protagonistas tem muitos conflitos pessoais dentro de si e que nos dois livros existem muitas lições de vida. As diferenças são que Ester era muito madura, devido ao sofrimento de uma vida toda e Sirlei tinha uma postura completamente infantil, desajustada e inconseqüente. Outra diferença é que neste segundo livro, a carga dramática está,digamos,um tanto quando “condensada”. Já no outro livro, o drama era o principal pano de fundo.
5)Conte sobre o processo de criação da obra.
C.B.L.: Quando sentei para escrever este livro, pensei em criar uma história que pudesse, de alguma forma, tentar contribuir com os adolescentes. Aí, lembrei-me de histórias que eu ouvia minhas irmãs contarem nos anos 80, de palestras que assisti no final dos anos 90. Pensei durante umas duas horas, sentei na frente do computador e comecei a escrever. Esta obra foi escrita em um mês apenas. Mas levei quase um ano fazendo os cortes e as correções, com o auxílio de uma pessoa que fez a leitura crítica e deu algumas sugestões, para enriquecer o enredo.
6)Pretende escrever outros livros? Já tem alguma idéia em mente?
C.B.L.: Mas é claro! Aliás, o terceiro livro já está escrito. Está em fase de diagramação e correções. E já tenho algumas idéias para a criação da quarta obra também. Mas por enquanto prefiro não entrar em muitos detalhes. Gosto de deixar um ar de surpresa na mente dos leitores (risos).


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1 comentários

  1. A entrevista com Cyntia Bandeira, foi de uma sutileza incomparável. A forma como o tema foi tratado... as respostas foram dadas de forma clara. A comparação entre os livros foi fundamental para visualização das personagens. Conheci mais sobre as obras e autora. Parabéns pela inciativa da entrevista!

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