Terça-feira, Janeiro 17

Afogada


Queria com tal sofreguidão ser amada que ao agarrar-se a um desavisado apaixonado não o deixava escapar. Como afogada em alto mar, desesperada puxava o amado que viera salvá-la para as profundezas. Seu amor era pesado, mal havia espaço para respirar.
Ela sabia que deveria parar. Ser leve, deixar sua ausência ser sentida, não implorar por amor. Mas sua alma era sedenta, sua mente insegura, seus olhos chorosos e seu corpo carente. Tinha medo de afogar-se na solidão. Quem poderá resgatá-la sem morrer tentando?

*Primeiro post do ano. Quem sabe me animo a escrever/desabafar mais em 2012?
*Muitos planos, tantos sonhos que até fico zonza ao pensar neles. 

Quarta-feira, Dezembro 7

Era mais fácil ser sozinha



Muitos compromissos, trabalho, tarefas. Eu não deveria ter tempo para sonhar, mas encontro um espaço na agenda. E sonho, sonho para fugir desse mundo tão frio sem seu carinho. Tudo era mais fácil quando eu não conhecia o gostinho da saudade. Eu não esperava por ninguém, minha vida era tranqüila, embora triste. E agora eu espero, me agarrando a lembranças.

Suas gargalhadas espontâneas, olhares que me deixavam envergonhada, mãos entrelaçadas, beijos que remetem a uma França desconhecida... tudo isso se tornou indispensável.  E você, numa conversa descompromissada resumiu como me sinto:
“É difícil viver sem você aqui.”

Sexta-feira, Outubro 28


Por que as lágrimas são tão pesadas? Ao colocar umas poucas noites de choro no prato de uma balança, este sucumbe ao peso. Mas o outro, repleto de sorrisos, carinho, dias de felicidade extrema, está leve, mal se movimenta. E por mais que eu tente fazer cálculos objetivos do tipo “ Milhares de beijos + Olhar sincero + Palavras de amor > Um dia sem ele”, só consigo sentir o fardo da tristeza de um encanto que se foi.

É injusto para ambos. Eu nunca pensei que seria fácil, mas não imaginava o tamanho do desafio.

Quinta-feira, Setembro 29

Reflexos de um eclipse



Essas primeiras horas sem o brilho do luar parecem o despertar de um sonho bom. As cores da cidade estão distorcidas, os raios de sol ofuscam e não iluminam. O céu novamente nos afastou, mas como odiá-lo? Pois esse mesmo céu foi o responsável por nosso eclipse.

Esses dias foram mais do que especiais. A realidade pode superar a ilusão e a felicidade é possível. Você se esforçou para me agradar, fazer eu me sentir uma Deusa. Mas os melhores momentos foram construídos sem esforço algum: Seus abraços de ursão, seu olhar doce e seu sorriso. Eu poderia ter dito tudo o que senti pessoalmente, mas as palavras fugiam temendo estragar momentos tão perfeitos.
O sentimento, embora discreto, meio oculto, está presente. Espero que meu olhar tenha expressado mais que as palavras não ditas.






Até breve Lua.
Com Amor e Saudade,
Sol

Terça-feira, Julho 19

Simples sonho

Não lembro com clareza do que sonhei noite passada, apenas sei que ele estava lá. Cenas vêm em minha mente:  Deitados na cama nós ouvíamos canções só conhecidas por ele. Eu tentando adivinhar os cantores e rindo a cada erro. Carinho suave. Luz do sol poente. E a certeza que estávamos sim, muito felizes.


Quero simples recordações como essa. Momentos de simplicidade me parecem mais francos e totalmente reais. Depois de tanto sonhar e imaginar, quero uma overdose de realidade, quero mergulhar na verdade, assim me sentirei segura e serei feliz.

Quinta-feira, Julho 7

É tanta vida a ser vivida que não nem sobra tempo para pensar, parar e escolher. Refletir sobre o que quero e sinto, vejo e ouço. Quem observa de fora da redoma pode achar “Essa garota não faz nada...” , mas eu bem sei que até o ócio ás vezes é pesado e oprime.  E a felicidade quando me toma, é tão intensa e inesperada que até dá medo. Será que tudo pode mesmo ser perfeito e dar certo?
Não, não pode. Então um susto vem e me faz colocar a vida nos eixos. Pára menina, olhe a sua volta e perceba cada detalhe. Você não sabe quando essa viagem chegará ao fim, por isso aproveita!


*Estudando não para uma prova, mas para a vida. Com humildade percebi que ainda tenho muito a aprender, os quatro anos de Universidade foram apenas um pequeno passo. E quando eu me formar, quem sabe no próximo ano (se as greves deixarem!) , terei o mesmo pensamento e desejo de conhecimento.
*Agosto não será mais o tão esperado momento. Setembro reserva boas surpresas. Mal posso esperar!
*É oficial: Estou viciada em doramas(“novelinhas” orientais): Deep Love, que me fez chorar; Personal Taste, com sua fofura inexprimível; Honey & Clover, que me trouxe muitos risos; e agora Koisora. 

Sábado, Maio 14

Simplesmente Feliz


Quinta foi um dia feliz, daqueles que só momentos bobos podem proporcionar. Alegria simples, sem nenhum planejamento ou preocupação. Um dia em que eu acordei para fazer algo tão comum, mas que eu nunca tinha experimentado: Ir ao circo! Ao ver na internet que um circo sem animais estava oferecendo um dia de apresentações gratuitas eu não pude resistir. Fui com Heloá, a minha fiel companheira de aventuras por Salvador.







Posso dizer que gostei tanto(ou até mais) do espetáculo quanto as crianças. Fiquei encantada com malabarismos, roupas , música e toda arte que o lugar inspirava. E depois fui brincar na praia em frente. Sim, apenas curtir a areia, mar, sem vestimenta específica ou preocupações com o que os raros banhistas iam achar. Ri muito, conversei bastante com minha amiga, e fui feliz!





Se o dia foi ótimo, a noite não seguiu seu exemplo. Discuti com meu pai, chorei, magoei e fui magoada. Mas como meu pai e eu somos instáveis já estamos sorridentes de novo!

Sábado, Abril 23

Aniversário e feriados


Esse é o primeiro post da Bruna-madura-responsável de 21 anos. Será que algo mudou? Inexplicavelmente a partir da meia-noite do dia 20 de abril surgiu uma nova Bruna, menos criança e mais mulher? A resposta é NÃO!
Meu aniversário foi um dia como os outros, a não ser por eu receber abraços e ligações. Não posso reclamar afinal eu não gosto muito de comemorar (embora um bolo de chocolate não fizesse mal ). Os dias seguintes é que foram melhores, uma série de feriados unidos e aproveitados no conforto de minha cama. Entreguei-me ao ócio nada produtivo e à arte da vagabundagem extrema. Um ótimo presente ;)
Por falar em presente, ganhei um sapato vermelho digno de minha mãe, uma blusa branca e fofa de uma amiga dela e por mais um ano meu pai deu o velho golpe de fingir que esqueceu o aniversário da filha pra só dar o presente no dia das crianças(é, eu ainda ganho presente no dia das crianças, cole?) e assim economizar. E ontem a síndica me entregou um envelope mágico, que me deixou saltitante e com o coração a mil:


Livro "Eu sou o mensageiro" , um texto sobre fadas(por que será que eu amei?) com uma dedicatória fofa e divertida, um cartãozinho com palavras que me emocionaram. E a certeza que uma amizade assim é eterna e só me traz felicidade


Carol é uma leitora voraz que já deve ter lido duas vezes mais livros do que eu vou conseguir ler durante toda a minha vida. E quando uma amiga assim te dá um livro que adorou você corre pra conferir, por isso larguei o que estava lendo (Fantasma, um tanto chato) e fui logo começar a degustar meu presente. E estou amando!

Com tanto carinho, definitivamente não preciso de festa pra ser feliz!

Sexta-feira, Abril 8

Apenas um livro


Na prateleira mais baixa da estante do fundo havia um livro. Não tinha uma bela capa, nem um título instigante. As pessoas passavam por ele sem vê-lo , e sempre que uma mão roçava sua lombada o livro sentia suas páginas arrepiarem numa esperança louca de quem deseja ser lido. Mas as mãos sempre passavam e se detinham em outro volume ao lado, um Best-seller,o livro mais criticado, um manual, uma linda encadernação, uma revista.
Em raros, mas inesquecíveis momentos, alguém parava e pegava o livro. Alguns o devolviam e nem havia tempo para fazê-lo sofrer. Já outros- impiedosos leitores- o folheavam, acariciavam suas páginas frágeis e o levavam até uma mesa próxima para começar a ler. Cada linha decifrada enchia o livro de felicidade, e o sob o olhar supostamente atento do leitor ele se sentia especial. Mas ninguém conseguia ler toda sua história e paravam ao perceber que era um livro complicado, ou para alguns muito sem-graça. E lá voltava ele, para a estante empoeirada.
O livro já não tinha esperanças de ser lido até o fim. Conformou-se em nunca ser compreendido , jamais fazer parte de uma cabeceira. Até que alguém o toca de modo firme, decidido. As mãos não passaram por outros livros, os olhos sequer se interessaram por outros volumes. Esse alguém o levou, e o livro pode sentir a felicidade de ser lido num colo, de ser levado em todo lugar que seu dono fosse, seja numa mochila ou bem colado ao peito pulsante de seu leitor. E o que ele mais amava: Ouvir uma voz a lê-lo , cheia de emoções que as letras jamais poderiam passar. O livro hoje é feliz, embora tenha momentos de medo, pois ainda faltam páginas a ser lidas. Sua história não terminou e ele espera que seu leitor não se canse antes de chegar ao fim.





Sexta-feira, Março 11

Passam as Horas

10:00

Palavras aleatórias se transformam, devagar, em significados mais ou menos lógicos. Não importa, ainda vou decifrá-las.

11:00


Testando sombras baratas. Por que as cores parecem todas iguais? E por que aos 20 anos me maquio um pouco pior do que garotinhas de 5 anos?

13:00

Mandei uma mensagem, não numa garrafa, mas ainda assim é um apelo de náufrago. E a resposta me deixa tão feliz. Simples palavras, e poderosas. 

15:00

Promoção no twitter. Ganhei e convidei uma amiga para me acompanhar. 

16:00

Página do livro "Blecaute". Assisto a solidão e loucura presentes na história, e só me resta rir delas. 


Que venham mais horas, com surpresas ou tranquilidade. Só não irei deixar o tempo passar como se fosse perdido, cada minuto tem sua beleza, por mais simples que seja.